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COLUNA: Reação do mercado financeiro sobre a nova fase da Lava Jato

Estamos inaugurando uma coluna colaborativa no blog NECON, cuja finalidade é compartilhar conhecimento por meio de análises do cenário econômico. Mensalmente, teremos textos para ilustrar e auxiliar na construção do olhar crítico sobre o desenvolvimento econômico do país.

Reação do mercado financeiro sobre a nova fase da Lava Jato

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Frente aos acontecimentos em relação ao envolvimento do ex-presidente Lula na 24ª fase da operação Lava Jato, no qual foi chamado para depor, o mercado financeiro reagiu de forma positiva, mostrando animação diante das apostas de mudanças no cenário político e econômico. O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, fechou em alta, as ações da Petrobras subiram e o dólar caiu em relação ao real.

Para o economista André Perfeito, em entrevista para o site Terra, o mercado financeiro aposta num aumento das chances de impeachment da presidente Dilma Rousseff, o que seria uma renovação após mais de uma década de governo de um partido que resiste em fazer as reformas necessárias. A queda do governo tornaria o mercado mais confiante e com boas expectativas de uma política fiscal e monetária mais firme e com menos intervenção estatal.

A expectativa seria que, se Temer assumisse o governo, haveria estimulo aos investimentos e à concorrência privada. Como as ações das empresas estão baratas, qualquer especulação à favor da melhora do cenário econômico faz com que o mercado se aqueça, ocasionando uma maior movimentação dos ativos. Porém, o caminho para mudanças politicas ainda é longo e o mercado sofrerá volatilidade até que a situação se defina.

Este momento volátil se dá devido à incerteza do mercado e como as investigações da Lava Jato irão proceder e evoluir nos próximos dias ou semanas. Também ficará a expectativa do envolvimento ou não da presidente Dilma Rousseff no esquema de corrupção da Petrobras. Sendo assim, o dólar e o Ibovespa devem seguir com seus picos de alta e baixa, num efeito parecido com o de uma montanha-russa.

Em contrapartida, alguns especialistas econômicos explicam que o mercado financeiro age sob um “efeito de manada”, onde consideram que nem sempre as pessoas agem de maneira racional. Em épocas de crise e incerteza, quando alguns investidores começam a vender ações, todo mundo vai atrás, ocasionando baixa nos preços. Parte do momento de recessão que o Brasil vive foi ocasionado pela pressão do próprio mercado, que teve certa influência nas decisões tomadas pelo governo.

Logo, não se pode ter convicção de que um eventual afastamento da presidente Dilma aceleraria a economia brasileira, nem que este acontecimento seria a chave para promover reformas politicas e econômicas mais rígidas. Contudo, fica o otimismo do mercado que, esperançoso por mudanças, precifica qualquer notícia que enfraqueça o governo. Pode ser que nos próximos dias tudo volte a ser como estava antes, mas é inegável o desejo dos agentes em querer recuperar a confiança perdida no atual governo.

Nádia Videira

Estudante de ciências econômicas da FECAP

Fontes: Terra|BBC

 

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