PIM-PF GERAL – Maio/16 – “Ritmo das atividades segue estável em maio com relação a abril”

Desempenho Geral

Segundo a última divulgação do IBGE referente à produção das indústrias no Brasil, o ritmo das atividades segue estável em maio com relação a abril, com baixa de 7,8%. O resultado é muito próximo dos valores que já eram esperados pelos especialistas, segundo o Instituto. O mês de maio marca a 27ª queda consecutiva na comparação com o mesmo mês do ano anterior, de acordo com a IstoÉ Dinheiro.

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O gráfico abaixo mostra que a produção geral se mantém estável em relação ao mês anterior após a pequena queda de abril (quando comparada com o grande aumento da produção em março). Segundo a revista exame, a instabilidade econômica é responsável pelo resultado estagnado, pois as indústrias ainda não possuem fôlego suficiente para manter os altos índices de produção.

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Desempenhos mais relevantes

O setor com maior variação positiva no mês de maio foi o de Fabricação de celulose, papel e produtos de papel, com crescimento de 4,8%, seguido pelo setor de Fabricação de bebidas e pelo setor de Fabricação de produtos alimentícios com aumento de 4,4% e 3,8%, respectivamente, comparado a maio de 2015.

Já os setores que tiveram os piores resultados para maio de 2016 comparado ao mesmo mês do ano anterior foram o de Fabricação de produtos diversos, de outros equipamentos de transporte, exceto veículos automotores e o de produtos do fumo, com queda de 17,7%, 18,3% e 28,7%, respectivamente.

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O setor de fabricação de bebidas apresentou ainda uma redução no crescimento comparado a abril de 2016 quando teve variação positiva de 7,3% contra os 4,4% deste mês, assim como o setor de fabricação de produtos alimentícios que teve aumento de 12,3% contra os 3,8% de maio deste ano.

A indústria de equipamentos de transporte, exceto veículos automotores ainda mostrou um resultado melhor que o mês anterior (abril/2016) quando teve uma queda de 24,8% contra os 18,3% do mês de maio, mas mesmo assim continuou entre os três setores com o pior resultado da Indústria em maio de 2016.

Mesmo com o resultado positivo, segundo o IBGE, a indústria permanece com queda geral, apresentando uma retração de 7,8% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Desempenho do resultado mais positivo no comparativo com abril

Além do avanço do setor de Fabricação de celulose, papel e produtos de papel no comparativo com maio de 2015, o ramo avançou 2% se comparado com abril de 2016. Este foi o segundo avanço consecutivo e o terceiro do ano.

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Desempenho do resultado mais negativo no comparativo com abril

A fabricação de produtos de fumo, que teve a pior queda no comparativo com maio de 2015, apresentou queda de 12,7% no comparativo mensal com abril de 2016. O setor segue com a 4ª queda consecutiva.

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Desempenho da fabricação de veículos

No comparativo com abril de 2016, o setor de fabricação de veículos, responsável por aproximadamente 10% do peso na pesquisa da indústria, apresentou crescimento de 4,8%. Apesar deste resultado, o setor ainda apresenta estoque elevado e redução da jornada de trabalho.

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Desempenho da fabricação de produtos alimentícios

O setor de fabricação de produtos alimentícios apresentou queda relevante no comparativo com abril de 2016, registrando -7%, após grandes avanços nos últimos dois meses. Este ramo tem peso em torno de 13,5% na pesquisa da indústria, logo contribui bastante para a estagnação da indústria geral no mês de maio.

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A fabricação de açúcar, que antes explicava o avanço do mês anterior, agora explica a queda do setor. Em março e abril, houve a antecipação da moagem da cana-de-açúcar devido ao clima favorável (seco). Em maio, devido às chuvas, a produção de açúcar foi prejudicada.

O resultado de maio foi o mais brusco desde 2002, quando a série foi iniciada. Apesar disso, o acumulado do ano ainda segue positivo para o setor.

Categorias econômicas

O segmento de bens de capital registrou alta de 1,5%, categoria esta que incendeia os investimentos no país. O avanço foi o quinto consecutivo. Os bens de consumo duráveis tiveram o avanço mais relevante, apresentando 5,6%, interrompendo os quatro meses consecutivos de queda.

A categoria de bens de consumo semi-duráveis e não duráveis recuou 1,4%. Os bens intermediários também apresentaram queda de 0,7%.

Qual sua opinião sobre esses dados? Comente abaixo.

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